Regeneração tecidual guiada associada a aloenxerto em defeitos infraósseos: resultados clínicos e avaliação dos fatores prognósticos

Regeneração tecidual guiada associada a aloenxerto em defeitos infraósseos: resultados clínicos e avaliação dos fatores prognósticos

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Uma seleção dos artigos científicos mais relevantes publicados recentemente nos periódicos internacionais.

Majzoub J, Barootchi S, Tavelli L, Wang CW, Chan HL, Wang HL. Guided tissue regeneration combined with bone allograft in infrabony defects: clinical outcomes and assessment of prognostic factors. J Periodontol 2020;91(6):746-55.

Por que é interessante: o estudo avaliou os resultados clínicos da regeneração tecidual guiada (RTG) e seus potenciais fatores de prognóstico que podem afetar os resultados e a sobrevida dentária.

Desenho experimental: trata-se de um estudo de coorte retrospectivo que avaliou defeitos infraósseos tratados com RTG usando uma membrana bioabsorvível e um substituto de enxerto ósseo com pelo menos um ano de acompanhamento. Foram selecionados 175 defeitos de um total de 641 pacientes. O acompanhamento médio foi de 5,75 ± 4,6 anos. Foram coletadas informações dos pacientes, tais como idade, gênero, histórico médico, localização do defeito, profundidade de sondagem (PS), nível de inserção clínica (NIC), recessão gengival (RG), desenho do retalho e complicações pós-cirúrgicas.

Os achados: no início do estudo, a média do NIC era 9,56 ± 1,93 mm com uma PS média de 8,41 ± 1,42 mm. No primeiro ano pós-cirúrgico, foram observados 3,55 ± 1,85 mm de ganho de NIC e 3,87 ± 1,87 mm de redução de PS (p < 0,05). As taxas de sobrevivência de cinco e dez anos dos dentes tratados foram 85% e 72,7%, respectivamente. A PS no baseline, tabagismo e exposição da membrana foram significativamente relacionados ao ganho de NIC, enquanto NIC no baseline, idade, frequência das visitas de manutenção e status financeiro do paciente afetaram significativamente a sobrevivência dentária.

Conclusão: a RTG é uma boa opção para o tratamento de defeitos infraósseos, pois pode melhorar a taxa de sobrevida dentária e outros parâmetros clínicos gerais.

Veja o artigo original aqui.

Rafaela Videira
Doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp.