Tratamento de envolvimento de furca grau III em molares superiores. Série de casos com 2-16 anos de acompanhamento

Tratamento de envolvimento de furca grau III em molares superiores. Série de casos com 2-16 anos de acompanhamento

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Uma seleção dos artigos científicos mais relevantes publicados recentemente nos periódicos internacionais.

Ferreira CL, Pedroso JF, Lima VCS, Ramos TCS, Melo Filho AB, Jardini MAN. Treatment of grade III furcation involvement in upper molars: case series with 2-16-year follow-up. J Indian Soc Periodontol 2020;24(4):387-91.

Por que é interessante: os cirurgiões-dentistas precisam decidir frequentemente entre a preservação de um molar com furca grau III ou sua substituição por implantes dentários. Desenho experimental: o artigo relata uma série de casos de tratamento cirúrgico com amputação radicular de molares superiores com furca grau III, com acompanhamento de dois anos, e um caso clínico com acompanhamento de 16 anos. Dados clínicos e radiográficos foram coletados de dez pacientes que foram submetidos a 13 amputações radiculares tratadas pelo mesmo operador entre os anos de 2000 e 2018.

Os arquivos continham dados demográficos, diagnóstico, profundidade de sondagem (PS), sangramento a sondagem (SS) e radiografias periapicais. Os pacientes eram sistemicamente saudáveis, não fumantes e diagnosticados com periodontite crônica moderada ou avançada, localizada ou generalizada (AAP, 1999) com envolvimento de furca grau III.

Os achados: em todos os casos, PS e SS foram reduzidos e melhoras significativas foram avaliadas radiograficamente. Entretanto, especialmente na presença de bolsas profundas, bolsas residuais apareciam como resultado do tratamento. Apesar disso, apresentaram um bom resultado após a terapia, comparando os parâmetros clínicos iniciais com o acompanhamento.

Conclusão: o tempo de acompanhamento indica que a amputação radicular é uma solução de tratamento de longo prazo e eficaz, especialmente quando as condições locais, sistêmicas ou financeiras do paciente tornam difícil ou impossível a colocação do implante.

Veja o artigo original aqui.

Rafaela Videira
Doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp.