Comparação entre duas técnicas diferentes para aumento do tecido mole peri-implantar: enxerto de matriz dérmica suína versus parafuso tipo tenda

Comparação entre duas técnicas diferentes para aumento do tecido mole peri-implantar: enxerto de matriz dérmica suína versus parafuso tipo tenda

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Uma seleção dos artigos científicos mais relevantes publicados recentemente nos periódicos internacionais.

Verardi S, Orsini M, Lombardi T, Ausenda F, Testori T, Pulici A et al. Comparison between two different techniques for peri-implant soft tissue augmentation: porcine dermal matrix graft versus tenting screw. Published online ahead of print. J Periodontol 2019 (DOI:10.1002/JPER.19-0447).

Por que é interessante: o estudo compara os resultados de duas diferentes técnicas que podem favorecer significativamente a preservação do osso marginal e o perfil estético peri-implantar.

Desenho experimental: 47 pacientes foram incluídos neste estudo, cada um teve um implante incluído nesta análise. De acordo com a espessura, os pacientes foram divididos em grupo A (matriz dérmica porcina, n=24) e grupo B (parafuso de cicatrização tipo tenda para sustentar os tecidos moles, n=23). A espessura do tecido mole foi medida após a elevação do retalho em uma forma padronizada. Seis meses após a colocação, os implantes foram descobertos e a espessura do tecido mole foi medida novamente.

Os achados: no segundo estágio, seis meses após a colocação do implante, a espessura vertical média foi de 3,01 ± 0,58 mm no grupo A e 2,25 ± 0,53 mm no grupo B. A diferença entre os dois grupos em seis meses foi significativa (p < 0,001). O ganho vertical médio no grupo A foi de 1,33 ± 0,71 mm, enquanto no grupo B foi de 0,43 ± 0,55 mm. Essa diferença também foi estatisticamente significativa (p < 0,001).

Conclusão: o uso de um parafuso de cicatrização “tipo tenda” tem eficácia limitada para obter um aumento significativo na espessura do tecido mole. O uso de uma matriz dérmica suína no momento da colocação do implante é eficaz para aumentar a espessura dos tecidos moles peri-implantares.

Veja o artigo original aqui.

Rafaela Videira
Doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp.