Versatilidade: as soluções protéticas que os sistemas oferecem

Versatilidade: as soluções protéticas que os sistemas oferecem

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Considerando a complexidade e as necessidades que um paciente pode apresentar, como as soluções protéticas podem se encaixar no gosto pessoal do especialista?

Não adianta ser o dono do carro mais rápido do mundo se você sente dor nas costas quando está tentando dirigi-lo. Por isso, quando um profissional escolhe um sistema de implantes, além de se certificar de que aquele conjunto possui um bom desempenho em todos os quesitos que considera prioritários, ele também precisa ter a certeza de que vai conseguir se adaptar à sua proposta e usá-lo plenamente. Não é à toa que boa parte dos implantodontistas elege seus sistemas começando pelo tipo de encaixe protético que eles oferecem.

Existem diversos estudos que comparam o desempenho de implantes de hexágono externo, hexágono interno e do tipo morse. Eles observam problemas frequentes, como o afrouxamento de parafusos, a taxa de fraturas e a perda óssea em diferentes modelos. Vale a pena acompanhá-los, mesmo que você não esteja disposto a abrir mão do sistema ao qual você está familiarizado.

Outra questão que merece atenção no universo da prótese é a adoção da plataforma switching em alguns modelos. O conceito original refere-se ao uso do componente protético de diâmetro menor quando comparado ao diâmetro da plataforma do implante. Essa opção permitiria a melhor acomodação do tecido mole e um selamento marginal mais eficiente, atingindo seu ápice quando a posição do implante realmente possibilitar um perfil de emergência funcional.

Atualmente, é possível obter diversas configurações de plataforma switching, já que cada fabricante tem uma forma particular de posicionar gengiva horizontal ou verticalmente em relação à região cervical.

Conceito de plataforma switching e suas adaptações na indústria. Em cinza, a região coronal do implante. Em laranja, o tecido mole peri-implantar. Em vinho, vermelho, azul, verde e rosa, a diferença vertical provocada pelo desenho do pilar reduzido horizontalmente, mostrando o quanto é possível ganhar de tecido mole em secção transversal. Em amarelo, a relação mais horizontalizada (A e E), levemente verticalizada (B) ou muito verticalizada (C e D) da interface tecido peri-implantar e região cervical do componente protético. No desenho esquemático em escala, a cinta de cada componente tem 2 mm de altura, e a distância vertical do topo gengival até a linha horizontal circular do pilar tem 1 mm. (Arte e elaboração: Paulo H. O. Rossetti. INPerio 2016;1(8):1486-9)

Componentes protéticos

Um aspecto central que muitas vezes fica esquecido nas discussões sobre sistemas de implantes é o portfólio de pilares intermediários disponibilizado pelos fabricantes para seu sistema.

Nem sempre é possível obter o implante instalado na posição ideal, por isso é natural recorrer à adaptação e fundição de componentes dentro do consultório. Embora seja um procedimento rotineiro, essa prática não é a ideal, pois a falta de precisão na fundição vai resultar em desajustes futuros na prótese. Assim, para garantir resultados mais previsíveis, a recomendação geral é que o clínico dê sempre preferência aos componentes pré-fabricados ou personalizados via CAD/CAM.

Ao longo dos anos, os pilares intermediários foram aprimorados em seus desenhos para tornar mais rápido o trabalho do clínico. Diante da diversidade de conexões protéticas e da variedade de componentes, o profissional pode se sentir confuso. É importante conhecer as particularidades dos pilares disponíveis em cada sistema para poder levar sempre o melhor resultado protético ao paciente.

Sugestões de leitura

1. Caricasulo R, Malchiodi L, Ghensi P, Fantozzi G, Cucchi A. The influence of implant-abutment connection to peri-implant bone loss: a systematic review and meta-analysis. Clin Implant Dent Relat Res 2018;20(4):653-64.
2. Crespi R, Cappare P, Gherlone E. Radiographic evaluation of marginal bone levels around platform-switched and non-platform-switched implants used in an immediate loading protocol. Int J Oral Maxillofac Implants 2009;24(5):920-6.
3. De Medeiros RA, Pellizzer EP, Vechiato Filho AJ, dos Santos DM, da Silva EVF, Goiato MC. Evaluation of marginal bone loss of dental implants with internal or external connections and its association with other variables: a systematic review. J Prosthet Dent 2016;116(4):501-6.
4. Pardal-Pelaez B, Montero J. Preload los of abutment screws after dynamic fatigue in single implant-supported restorations. A systematic review. J Clin Exp Dent 2017;9(11):e1355-61.
5. Park JK, Choi JU, Jeon YC, Choi KS, Jeong CM. Effects of abutment screw coating on implant preload. J Prosthodont 2010;19(6):458-64.
6. Pozzi A, Agliardi E, Tallarico M, Barlattani A. Clinical and radiological outcomes of two implants with different prosthetic interfaces and neck configurations: randomized, controlled, split-mouth clinical trial. Clin Implant Dent Relat Res 2014;16(1):96-106.
7. Shin HM, Huh JB, Yun MJ, Jeon YC, Chang BM, Jeong CM. Influence of the implant-abutment connection design and diameter on the screw joint stability. J Adv Prosthodont 2014;6(2):126-32.