Resposta inflamatória sistêmica após instrumentação manual versus instrumentação ultrassônica – um estudo clínico randomizado

Resposta inflamatória sistêmica após instrumentação manual versus instrumentação ultrassônica – um estudo clínico randomizado

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Uma seleção dos artigos científicos mais relevantes publicados recentemente nos periódicos internacionais.

Johnston W, Paterson M, Piela K, Davison E, Simpson A, Goulding M et al. The systemic inflammatory response following hand instrumentation versus ultrasonic instrumentation – a randomized controlled trial. J Clin Periodontol 2020 Jul 6 (DOI:10.1111/jcpe.13342).

Por que é interessante: este estudo buscou investigar se a inflamação sistêmica imediata à resposta inflamatória, após o debridamento de boca toda com raspagem manual, se difere em relação à utilização de instrumentos ultrassônicos.

Desenho experimental: 39 pacientes com periodontite foram randomizados para tratamento com debridamento de boca toda, através da instrumentação manual ou ultrassônica, concluído dentro de 24 horas. Parâmetros clínicos periodontais e imunológicos foram coletados no início do estudo, após um dia, após sete dias e 90 dias pós-tratamento. Diferenças nos marcadores inflamatórios sistêmicos foram avaliadas levando em consideração a idade, o sexo, tabagismo, índice de massa corporal e níveis de cada marcador no baseline.

Os achados: em todos os pacientes, a proteína C-reativa sérica aumentou no dia um, sem diferenças entre os grupos manual e ultrassônico. Também não houve diferença entre os grupos para interleucina-6 ou fator de necrose tumoral α no dia um. Os marcadores inflamatórios retornaram aos níveis basais no dia sete. O tratamento resultou em melhorias significativas nos parâmetros clínicos em ambos os grupos, no entanto, o tempo total de tratamento foi em média menor para ultrassom, quando comparado aos instrumentos manuais.

Conclusão: a instrumentação ultrassônica resultou em menor tempo de tratamento, com resultados clínicos semelhantes à instrumentação manual. Os níveis de proteína C-reativa sérica no dia um ficaram semelhantes após o debridamento com instrumentos manuais ou ultrassônicos.

Veja o artigo original aqui.

Rafaela Videira
Doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp.