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ImplantNews Reab Oral 2020;5(5):750-9

Implante imediato em sítio infectado

Qual a previsibilidade do procedimento de instalação de implante imediatamente após extração de dentes com lesão periapical pequena? E qual sugestão de técnica, manejo e medicamentos?”
Dr. Marcos Pinto

Conforme uma revisão sistemática recente com meta-análise, até o ano de 2017, implantes imediatos em sítios infectados e não infectados na região estética mostraram taxas de sobrevivência semelhantes, mudanças semelhantes nos níveis ósseos e mudanças semelhantes nos níveis gengivais. Estes valores são baseados em nove trabalhos de investigação, sendo que apenas seis trabalhos realmente foram desenhados especificamente para responder à pergunta. A evidência ainda é limitada.

O resumo abaixo se refere aos seis trabalhos:

Profilaxia antibiótica: amoxilicina, clavulina, penicilina ou clindamicina, com vias de aplicação, dosagens e períodos variados antes da cirurgia. Este aspecto é difícil de padronizar.

Preparo do sítio: curetagem e remoção do tecido de granulação foi medida padrão, com posterior lavagem com soro ou água oxigenada. Um caso com uso do laser YAG.

RTG: sem uniformidade entre os estudos, variando desde materiais xenogênicos, osso autógeno e L-PRF, mas sempre recobertos por membrana, principalmente na presença de defeitos na parede vestibular.

Pós-operatório: os mesmos antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos em doses convencionais, às vezes com bochechos de clorexidina 0,2% por 15 dias.

Restaurações definitivas: entre 3 a 6 meses.

Tipos de lesões: agudas ou crônicas, periapicais em sua maioria, sem ênfase no tamanho, com descrição visual macroscópica do aspecto da lesão.

Dentes extraídos: incisivos, caninos e pré-molares (maioria)

Taxas de “sucesso” dos implantes: no grupo infectado (90-100%), grupo não infectado (98-100%).

 

Referência analisada de apoio: J Prosthet Dent 2018;120:658-667.

ATENÇÃO: As opiniões contidas no texto abaixo não devem ser interpretadas como 100% aplicáveis na sua prática clínica, pela diferença étnica, cultural, genética entre as amostras utilizadas. Sempre haverá variações no tratamento com seres humanos. O clínico deve interpretar da melhor maneira possível seu próprio procedimento e buscar as melhores alternativas.