Ressecção de raiz vital em molares superiores com severo envolvimento de furca: resultados após sete anos

Ressecção de raiz vital em molares superiores com severo envolvimento de furca: resultados após sete anos

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Uma seleção dos artigos científicos mais relevantes publicados recentemente nos periódicos internacionais.

Jepsen K, Dommisch E, Jepsen S, Dommisch H. Vital root resection in severely furcation-involved maxillary molars: outcomes after up to 7 years. J Clin Periodontol 2020;47(8):970-9.

Por que é interessante: apresenta uma nova abordagem terapêutica para o tratamento de molares superiores com envolvimento de furca através da ressecção de raiz vital e relata de uma série de casos com resultados a longo prazo.

Desenho experimental: 11 pacientes com 15 molares superiores afetados por defeitos de furca Classe II (n=10) ou Classe III (n=5) e perda óssea vertical avançada ao redor de uma raiz foram tratados com pulpotomia profunda, com cimento de silicato de cálcio. Após quatro semanas, as raízes afetadas foram removidas com microcirurgia e processadas para avaliação histológica. Todos os pacientes entraram na terapia periodontal de suporte. Avaliações da sensibilidade dentária, resposta à percussão, mobilidade, profundidade de sondagem (PS), sangramento à sondagem (SS) e radiografias periapicais foram realizadas, além de coletados os resultados relatados pelos pacientes.

Os achados: todos os dentes permaneceram sensíveis ao teste de vitalidade pulpar. Após um ano e 3-7 anos de acompanhamento, a PS foi ≤ 5 mm em todos os dentes ressecados. O grau do envolvimento de furca foi melhorado. Não foram observados aumento da mobilidade nem sinais clínicos ou radiográficos de patologia periapical durante todo o acompanhamento. Todos os pacientes ficaram satisfeitos com o resultado da terapia. Cortes histológicos revelaram um complexo dentina-polpa funcional.

Conclusão: existe a possibilidade de manutenção de molares comprometidos com furca grave por ressecção de raiz vital por até sete anos. A terapia de canal radicular e seus custos e complicações associados podem ser evitados.

Veja o artigo original aqui.

Rafaela Videira
Doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp.