Classificação das deiscências/deficiências vestibulares dos tecidos moles peri-implantares em implantes unitários na região estética

Classificação das deiscências/deficiências vestibulares dos tecidos moles peri-implantares em implantes unitários na região estética

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Uma seleção dos artigos científicos mais relevantes publicados recentemente nos periódicos internacionais.

Zucchelli G, Tavelli L, Stefanini M et al. Classification of facial peri-implant soft tissue dehiscence/deficiencies at single implant sites in the esthetic zone. J Periodontol 2019;90(10):1116-24.

Por que é interessante: até a realização deste estudo, não havia na literatura tal classificação.

Desenho experimental: quatro Classes (I, II, III e IV) e três subcategorias foram discutidas com base na posição vestibulolingual da coroa suportada por implante (e a cabeça do implante), bem como dimensões interproximais de tecido mole. Na Classe I, a margem de tecido mole está localizada em uma posição esteticamente correta, e a cor do abutment/implante é visível apenas através da mucosa e/ou há falta de tecido queratinizado/espessura do tecido mole. A Classe II caracteriza uma posição mais apical da margem do tecido mole em relação à posição ideal da margem gengival. O perfil é mais palatal em relação à linha que conecta o perfil dos dentes adjacentes ao nível da margem de tecido mole. Já nas Classes III e IV, a margem de tecido mole está localizada mais apical e a coroa apoiada por implante mais vestibularizada em relação à curva que conecta o perfil dos dentes adjacentes ao nível da margem de tecido mole. Quando a cabeça do implante está mais palatal, a deiscência é definida como Classe III, já quando a cabeça do implante está mais vestibularizada em relação à linha imaginária, é referida como Classe IV.

Os achados: a partir da classificação, foi possível sugerir uma abordagem cirúrgica para cada categoria.

Conclusão: o estudo ajuda a evitar discrepâncias nos resultados de tratamento relatados. Os autores recomendam que outros estudos validem sua classificação e recomendações de abordagem cirúrgica.

Veja o artigo original aqui.

Rafaela Videira
Doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp.