Associação entre a inflamação periodontal e hipertensão, utilizando a área de superfície inflamada e sangramento a sondagem

Associação entre a inflamação periodontal e hipertensão, utilizando a área de superfície inflamada e sangramento a sondagem

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Uma seleção dos artigos científicos mais relevantes publicados recentemente nos periódicos internacionais.

Pietropaoli D, Del Pinto R, Ferri C et al. Association between periodontal inflammation and hypertension using periodontal inflamed surface area and bleeding on probing. J Clin Periodontol 2020;47(2):160-72.

Por que é interessante: para investigar a relação entre a periodontite e o risco cardiovascular, os autores utilizam marcadores de área de superfície periodontal inflamada (PISA), sangramento a sondagem (SS) com pressão arterial (PA).

Desenho experimental: 8.614 indivíduos (≥ 30 anos) foram inscritos. A área da superfície do epitélio periodontal (mm2) e suas medidas de PISA foram estimadas usando a área de superfície média de cada tipo de dente, juntamente com medidas periodontais, usando uma função R personalizada no Excel. Os participantes foram identificados como “não inflamado” (PISA=0 mm2), “moderadamente inflamado” (0 < PISA < 37,6 mm2), e “gravemente inflamado” (PISA ≥ 37,6 mm2). O SS foi categorizado como igual a 0, < 10% e ≥ 10%. A associação de PISA e SS com PA alta/descontrolada foi examinada por modelos múltiplos ajustados. Marcadores inflamatórios foram testados como possíveis mediadores.

Os achados: em comparação com nenhuma inflamação, PISA e SS graves foram associados com 43% (p < .001) e 32% (p=0,006), maiores chances de PA alta descontrolada (≥ 130/80 mmHg) e com PA sistólica mais elevada por ~4 (p < .001) e 5 mmHg (p < .001), respectivamente. Marcadores inflamatórios apareceram para mediar essa associação com várias extensões, sem efeito limiar. O SS previu PA alta/descontrolada de forma mais eficiente do que PISA.

Conclusão: a PISA e a SS descrevem a associação de inflamação periodontal e hipertensão com diferenças sutis. A contribuição da inflamação local para a carga inflamatória global pode explicar os achados observados.

Veja o artigo original aqui.

Rafaela Videira
Doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp.