Inibição do crescimento bacteriano no interior de implantes com uso de antisséptico Proheal

Inibição do crescimento bacteriano no interior de implantes com uso de antisséptico Proheal

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Artigo avalia a eficácia do antisséptico Proheal no controle da contaminação bacteriana na interface implante/parafuso de cobertura.


AUTORES

Roberta Didó
Graduada em Odontologia – Fasurgs.
Orcid: 0000-0003-1577-5557.

Alexandre Ehrhardt
Graduado em Farmácia e Bioquímica – Universidade Federal de Santa Maria; Mestre em Farmacologia e Terapêutica – UFRGS.
Orcid: 0000-0002-2434-7215.

Jéssica Zolim Andreatto Mandelli
Graduada em Biomedicina – Universidade Luterana do Brasil; Mestra em Bioexperimentação – Universidade de Passo Fundo.
Orcid: 0000-0002-0011-5495.

Katherine Roman Duarte
Graduada em Odontologia – Fasurgs.
Orcid: 0000-0003-1812-8320.

Fabiana Roman
Mestra em Dentística Restauradora – Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic; Especialista em Prótese Dentária – Universidade de Passo Fundo; Professora do curso de Odontologia e do curso de especialização em Implantodontia – Fasurgs.
Orcid: 0000-0001-8189-1391.


RESUMO

Objetivo: avaliar a eficácia do antisséptico Proheal no controle da contaminação bacteriana na interface implante/parafuso de cobertura. Material e métodos: foram utilizados 12 implantes dentários e seus respectivos parafusos de cobertura. No grupo experimental (n=6), o antisséptico foi aplicado na rosca do parafuso de cobertura. No grupo-controle (n=6), a instalação do parafuso de cobertura foi feita sem o antisséptico. Os implantes de ambos os grupos foram acondicionados individualmente em tubos de ensaio contendo as bactérias E. faecalis, S. aureus e S. mutans, e incubados em estufa microbiológica a 35°C durante 48 horas. Após este tempo, foi feita a remoção dos parafusos de cobertura sob controle microbiológico, coletado material no interior da luz de cada implante e inoculado em placas de Petri com ágar sangue a 5%, para verificar a existência de positividade ou não em relação ao crescimento bacteriano. Resultados: no grupo experimental, a utilização do antisséptico Proheal inibiu completamente o crescimento de bactérias no interior dos implantes. Já no grupo-controle, o crescimento bacteriano foi positivo. Conclusão: o antisséptico Proheal foi eficaz na inibição da penetração e do crescimento bacteriano nos espaços das conexões implante/parafuso de cobertura, no período de tempo avaliado.

Palavras-chave – Antissépticos bucais; Implante dentário; Halitose; Mucosite; Peri-implantite.


ABSTRACT

Objective: to evaluate the effectiveness of Proheal antiseptic in controlling bacterial contamination at the implant/cover screw interface. Material and methods: twelve dental implants and their respective cover screws were used. In the
experimental group (n=6), the antiseptic was applied to the cover screw thread. In the control group (n=6), the cover screw was installed without the antiseptic. The implants from both groups were individually placed in test tubes containing E. faecalis, S. aureus and S. mutans bacteria and incubated in a microbiological oven at 35°C for 48 hours. After this time, the cover screws were removed, under microbiological control, material was collected inside the light of each implant and inoculated in 5% blood agar Petri plates, to verify the existence of positivity or not in relation to bacterial growth. Results: in the experimental group, the use of Proheal antiseptic completely inhibited the growth of bacteria inside the implants. In the control group, however, bacterial growth was positive. Conclusion: Proheal antiseptic was effective in inhibiting penetration and bacterial growth in the spaces of the implant/cover screw connections during the evaluated time period.

Key words – Mouth antiseptics; Dental implant; Halitosis; Mucositis; Peri-implantitis.


Recebido em nov/2019
Aprovado em abr/2020